REPÚBLICA DOMINICANA
Nesse período, não houve registro de nenhuma violação
à liberdade de imprensa. O presidente da República, entretanto,
repetiu críticas públicas a jornalistas, usando alguns termos
pejorativos.
A Câmara de Deputados reapresentou para discussão e aprovação
o projeto de emendas à Lei de Imprensa, que foi apresentado ao Congresso
pelo presidente da República depois de uma revisão, artigo por
artigo, de uma comissão especial composta por executivos de empresas
jornalísticas, o Colégio de Jornalistas e advogados especializados
em leis de imprensa.
Na discussão no Congresso, o Colégio de Jornalistas mudou de
direção e colocou-se contra muitos pontos anteriormente aceitos
e fez novas propostas. Isso atrasou a aprovação do projeto,
que modificaria a lei vigente, de 1962.
O Colégio de Jornalistas apresentou um projeto de emenda à lei
que criou o Colégio introduzindo cláusulas para o restabelecimento
da obrigatoriedade de diploma para trabalhar em um meio de comunicação,
ação que foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal
há alguns anos.
Várias associações de advogados e legisladores apresentaram
um projeto de lei ao Congresso sobre acesso às fontes oficiais, usando
como exemplo legislações semelhantes em outros países.
Continua sem solução o desaparecimento do colunista Narciso
González (Narcisazo), ocorrido em maio de 1994, depois de este ter
feito duras críticas ao então presidente Joaquín Balaguer
e chefes militares. O caso está nas mãos de um juiz de instrução,
mas o processo de investigação está parado há
alguns anos.
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