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A SIP protesta contra intimidação contra jornalistas brasileiros

31 de octubre de 2006 - 19:00

A SIP protesta contra intimidação contra jornalistas brasileiros

Miami (1º de novembro de 2006) - A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou a intimidação feita por um delegado da Polícia Federal de São Paulo contra três jornalistas da revista brasileira Veja. Eles foram tratados como suspeitos e instigados a revelar suas fontes de informação em reportagens nas quais revelaram o envolvimento de agentes da polícia numa operação para encobrir a participação de Freud Godoy, assessor da presidência da República, na compra de um dossiê que seria usado para incriminar os adversários do governo.

Os jornalistas Camila Pereira, Júlia Duailibi e Marcelo Carneiro, da revista Veja,  foram intimados a depor na Polícia Federal de São Paulo no dia 31 de outubro, sob o pretexto de uma investigação interna da corregedoria sobre delitos funcionais de seus agentes e delegados. No entanto, as perguntas feitas pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira giraram mais sobre a revista Veja, que ele acusou de “fabricar” notícias contra a Polícia Federal.

           

“Este fato representa um abuso de poder no qual os representantes da autoridade, incômodos com a revelação feita pela revista Veja, tentam culpar a imprensa por irregularidades cometidas por seus funcionarios. Este incidente chama a atenção para a falta de respeito à liberdade de expressão garantida pela Constituição Brasileira”, expressou Gonzalo Marroquín, presidente da Comissão de Liberdade de Imrensa e Informação da SIP.

                       

Durante o que deveria ser um depoimento e passou a ser um interrogatório, o delegado se referiu às reportagens escritas pela jornalista Júlia Duailibi como “falácias”, e a intimou a revelar a origem das fotos e das informações publicadas pela revista. A repórter se negou a revelar sua fonte. O delegado a inquiriu ainda sobre o editor da revista e sua afiliação política.

 

Os interrogatórios de Camila Pereira e Marcelo Carneiro continuaram com o mesmo tom. Carneiro ficou retido na delegacia até que senadores federais intervieram e denunciaram ao Ministro de Justiça a intimidação contra os jornalistas.

                                   

O titular de Liberdade de Imprensa da SIP disse que “a postura assumida pela Polícia Federal limita os direitos à liberdade de imprensa, à informação e à reserva das fontes informativas". Marroquín, diretor do diário guatemalteco Prensa Libre, acrescentou que essa conduta contradiz vários princípios da Declaração de Chapultepec, decálogo sobre princípios para a vigência de um imprensa livre, ratificada en maio passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

 

FUENTE: nota.texto7

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