Newsletter
Español
  • Español
  • English
  • Portugués

SIP destaca julgamento de assassinos de jornalista no Brasil

3 de octubre de 2005 - 20:00

SIP destaca julgamento de assassinos de jornalista no Brasil 

A SIP discutirá em Indianápolis, a partir da próxima sexta-feira, estratégias jurídicas e judiciais para combater a impunidade. 

  Miami (4 de outubro de 2005).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) considerou que a realização de julgamentos de assassinatos de jornalistas no Brasil é mais um passo no combate à impunidade e expressou sua confiança de que os tribunais levarão a julgamento não só os assassinos, mas também os autores intelectuais dos crimes. 

 

O presidente da Comissão contra a Impunidade, Enrique Santos Calderón, destacou “a disposição da justiça brasileira em descobrir os responsáveis pelos assassinatos de jornalistas, tendo prendido recentemente quatro pessoas envolvidas na morte de Tim Lopes e Jorge Vieira da Costa”. 

 

A Assembléia Geral da SIP, que será realizada de 7 a 11 de outubro em Indianápolis, e cujo objetivo é analisar a situação da liberdade de imprensa nas Américas, terá sessões especiais sobre violência contra jornalistas e formas de combater a impunidade presente na maioria dos crimes contra jornalistas. 

 

Claudino dos Santos Coelho (Xuxa), de 23 anos, foi julgado e condenado a 23 anos de prisão em um julgamento realizado em 30 de setembro pelo envolvimento no assassinato de Tim Lopes, da TV Globo, ocorrido em junho de 2002. Outras cinco pessoas, Elias Pereira da Silva (“Elias Maluco”), Cláudio Orlando do Nascimento, Reinaldo Amaral de Jesus, Fernando Sátyro da Silva e Elizeu Felicio de Souza,  foram considerados culpados em julgamentos realizados desde maio passado e deverão cumprir sentenças que vão de 23 a 28 anos de prisão. No próximo dia 20 de outubro deverá ocorrer o julgamento de Ângelo Ferreira da Silva (Primo), outro envolvido no crime. 

 

No julgamento realizado em 28 de setembro referente ao assassinato de Jorge Vieira da Costa, apresentador de um programa na extinta Rádio Tropical, em Teresina, Piauí, foram julgadas três pessoas. Geraldo da Silva e Silva, que atirou contra o jornalista, foi condenado a 19 anos de prisão; Raimundo Teles de Sousa Vidal, que dirigia a moto utilizada para executar o crime, foi condenado a 18 anos de prisão, e João Matias Pinheiro, policial militar do Piauí que forneceu a moto, foi condenado a seis anos. 

 

Da Costa faleceu em 30 de março de 2001, sete dias depois de ser ferido a tiros por dois homens que viajavam em uma motocicleta na cidade vizinha de Timon, no estado do Maranhão. Seu programa de rádio era também ouvido em Timon, cujo prefeito, Francisco Rodrigues de Sousa, ele criticava freqüentemente. 

 

Outros três supostos incriminados nesse crime, uma funcionária da prefeitura de Timon, a esposa do prefeito dessa cidade que também trabalhava na prefeitura, e um secretário da prefeitura da cidade, apontados como supostos autores intelectuais do assassinato, foram absolvidos por falta de provas. 

 

Santos Calderón, co-diretor do jornal El Tiempo, de Bogotá, Colômbia, destacou a importância de “continuar as investigações sobre crimes contra jornalistas até chegar aos mentores intelectuais. Nossa experiência em 289 assassinatos registrados desde 1987 mostra que em apenas alguns casos os assassinos foram identificados, mas os autores intelectuais não foram presos.”  

 

FUENTE: nota.texto7

Seguí leyendo

Te Puede Interesar