Delegação da SIP se reunirá em Washington com funcionários do governo da Colômbia
Delegação da SIP se reunirá em Washington com funcionários do governo da Colômbia
A discussão na sede da Comissão Interamericana de Direitos Humanos enfocará o assassinato de jornalista.
A missão enviará o caso do editor brasileiro à Comissão.
MIAMI, Flórida (18 de outubro de 2005) Uma delegação da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) deverá se reunir na quarta-feira com representantes do governo colombiano na sede da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (IACHR, sua sigla em inglês), em Washington, D.C., para discutir o assassinato do jornalista Nelson Carvajal, o qual, segundo a SIP, continua sem punição.
A missão da SIP é liderada por sua recém-eleita presidente Diana Daniels, da The Washington Post Company, Washington, D.C., que, junto com o diretor de Liberdade de Imprensa da SIP, Ricardo Trotti, participará da reunião convocada pela IACHR como parte da sua 123a sessão ordinária.
Carvajal era jornalista e professor. Foi assassinado em 16 de abril de 1998 em Pitalito, província de Huila, Colômbia. Suas denúncias de corrupção no governo local podem ter sido o motivo do crime. Era locutor do programa de rádio Noticiero Momento Regional e dos programas Mirador de la Semana, Amanecer en el Campo, e Tribuna Médica, transmitidos pela Emisora Radio Sur.
A Unidade de Resposta Rápida da SIP investigou o assassinato, e os resultados da investigação forem enviados à IACHR em 21 de junho de 2001. Desde então, a SIP tomou várias medidas para que o caso avançasse, inclusive apresentações à IACHR, investigações no local, coleta de depoimentos, revisão do caso, fornecimento de respostas à Colômbia, e consultas com a família da vítima.
A delegação da SIP aproveitará a oportunidade da visita à IACHR para apresentar outro caso, o do jornalista brasileiro Mário de Almeida Coelho Filho, repórter, fotógrafo e diretor administrativo do jornal A Verdade, que foi assassinado em 16 de agosto de 2001 em Magé, Rio de Janeiro, aparentemente por ter denunciado malversação de fundos públicos. Uma investigação realizada no Brasil pela Unidade de Resposta Rápida da SIP revelou irregularidades no processo judicial.
A SIP iniciou seu projeto Crimes sem punição contra jornalistas em 1995 e através da sua Unidade de Resposta Rápida investigou 57 casos de assassinatos na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Haiti, México, Peru e Uruguai. Enviou 18 casos à IACHR, dos quais 10 foram aceitos.
Para obter mais informações sobre as investigações, visite www.impunidad.com
FUENTE: nota.texto7