CRIME ORGANIZADO AMEAÇA
CRIME ORGANIZADO AMEAÇA
O JORNALISMO NO BRASIL
SIP lança versão em português do Mapa de riscos para jornalistas
Miami (1 de junho de 2006).- A dificuldade de exercer o jornalismo no Brasil, com as ameaças constantes do crime organizado à imprensa e aos seus profissionais é retratada nas páginas do Mapa de riscos para jornalistas que a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) lança hoje em português.
As versões em espanhol e inglês foram apresentadas ao público em Quito, durante a reunião de meio de ano da SIP.
O livro de 225 páginas exemplifica e documenta a violência atual que sofrem os profissionais do jornalismo nas suas atividades cotidianas, principalmente no Brasil, México e Colômbia, países com o maior número de crimes ainda sem punição contra jornalistas. Revela, por exemplo, a dificuldade no território brasileiro de denunciar a ligação das autoridades com o crime organizado, em circunstâncias que a própria justiça do país não sabe como enfrentar. O problema é que o crime organizado não está tipificado penalmente para poder ser enquadrado, explica Getulio Becerra, delegado da Polícia Federal.
As investigações jornalísticas foram feitas para a publicação do Mapa no ano 2004 pela Unidade de Resposta Rápida da SIP e seus jornalistas e investigadores: Clarinha Glock, no Brasil; Diana Calderón, na Colômbia, Idalia Gómez, no Mexico; e Jorge Elías, na Argentina.
Nossos objetivos com esse livro são não apenas prevenir e proteger o jornalista e todas as pessoas para que possam exercer sua liberdade de expressão, mas também defender e promover o direito do público de receber informações sem restrições, explica a presidente da SIP, Diana Daniels, na apresentação do livro.
Mapa de riscos para jornalistas contou com o apoio financeiro da Fundação John S. e James L. Knight. Sua versão eletrônica nos três idiomas pode ser obtida em www.impunidad.com. Os interessados no livro podem entrar em contato com [email protected].
FUENTE: nota.texto7