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Satisfacción de la SIP por veto del presidente Lula da Silva
a una legislación que afectaría actividad periodística
Miami (27 de julio del 2006).- La Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) expresó su satisfacción por el veto del presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a un proyecto de ley que pretendía ampliar la obligación de la posesión de título universitario para ejercer labores periodísticas. La institución confía en que el Congreso Federal aprobará el veto presidencial.
El Proyecto de Ley Complementaria 79/04, ampliaba de 11 a 23 los oficios dentro de la actividad periodística para los cuales se necesitarían obligatoriamente un diploma universitario. Entre los nuevos oficios afectados, se encontraban los comentaristas, fotógrafos, diagramadores, ilustradores, correctores, archiveros y profesores de periodismo.
El presidente brasileño vetó ayer el proyecto de ley, aprobado el 4 de julio pasado por el Congreso Federal. Desde ayer se integró un grupo de trabajo, conformado por representantes del gobierno, empresarios de comunicaciones y empleados, que deberá presentar en el término de 120 días una nueva propuesta de legislación.
La iniciativa generó la oposición de numerosas entidades periodísticas por considerarla restrictiva a la libertad de prensa y por crear obstáculos para el ejercicio de las actividades periodísticas.
En una misiva enviada al presidente brasileño por la presidenta de la SIP, Diana Daniels y el presidente de la Comisión de Libertad de Prensa e Información, Gonzalo Marroquín, la organización hemisférica expresó su confianza de que en el Congreso Federal lejos de revisar o mejorar la legislación en cuestión, prime el espíritu de la Convención Americana de los Derechos Humanos y se derogue cualquier norma de obligatoriedad que limite la actividad periodística, un reclamo que la SIP viene haciendo en todos los países donde la legislación obliga a los periodistas a pertenecer a asociaciones o a poseer título universitario para ejercer su actividad.
A continuación el texto íntegro de la misiva:
La Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), en representación de más de 1.300 publicaciones escritas del continente americano, desea expresarle su satisfacción por el veto del Proyecto de Ley Complementaria79/04 que, de haber sido sancionado, hubiera agudizado aún más las restricciones de la actividad periodística que existen en su país al exigir a las personas poseer título universitario para ejercer otras tareas u oficios afines a la profesión.
Desde hace décadas, nuestra organización ha venido luchando en el hemisferio occidental para que se elimine cualquier requisito a la profesión, como la obligatoriedad de pertenecer a una asociación o la de poseer un título universitario, como condición para poder ejercer la labor periodística. Justamente, en una opinión Consultiva de 1985, la Corte Interamericana de Derechos Humanos expresó que la obligatoriedad de asociación profesional o la exigencia de título no es compatible con la Convención Americana de los Derechos Humanos y que viola derechos humanos entre ellos los de la libertad de expresión.
Por ello, la SIP se adhirió recientemente a los reclamos que en este sentido expresaron varias asociaciones brasileñas, entre ellas, la Asociación Nacional de Periódicos (ANJ); la Asociación Nacional de Editores de Revistas (ANER); la Asociación Brasileña de Empresas de Radio y Televisión (ABERT); y la Asociación Brasileña de Prensa (ABI).
Sr. Presidente, por lo expuesto, la SIP está satisfecha que Ud. haya reaccionado a tiempo para no sancionar una ley que abriría un abanico de nuevas restricciones e impere su criterio de acuerdo al espíritu de la Declaración de Chapultepec que firmó el 3 de mayo último y a la Declaración de Principios de Libertad de Expresión, la que establece que la colegiación obligatoria o la exigencia de títulos para el ejercicio de la actividad periodística constituye una restricción ilegítima a la libertad de expresión.
Queda nuestra confianza depositada ahora en el Congreso Federal para que lejos de revisar o mejorar la legislación en cuestión, prime el espíritu de la Convención Americana de los Derechos Humanos y se derogue cualquier norma de obligatoriedad que limite la actividad periodística.
SIP comemora veto do presidente Lula da Silva
a projeto de lei que afetaria o exercício do jornalismo
Miami (27 de julho de 2006).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) manifestou sua satisfação diante do veto do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a um projeto de lei que pretendia tornar obrigatório o diploma em curso superior para o exercício do jornalismo. A SIP espera que o Congresso aprove o veto do presidente.
O Projeto de Lei Complementar 79/04 aumentava de 11 para 23 as funções para as quais seria obrigatório o diploma. Entre as novas funções afetadas estavam as de comentaristas, fotógrafos, diagramadores, ilustradores, revisores, arquivistas, e professores de jornalismo.
O presidente brasileiro vetou ontem o projeto de lei, aprovado em 4 de julho pelo Congresso. Formou-se ontem um grupo de trabalho, composto por representantes do governo, empresários de meios de comunicação e funcionários, o qual deverá apresentar ao fim de 120 dias uma nova proposta de lei.
O projeto de lei indignou várias entidades jornalísticas por considerarem que restringia a liberdade de imprensa e criava obstáculos ao exercício das atividades jornalísticas.
Em uma carta enviada ao presidente brasileiro pela presidente da SIP, Diana Daniels, e pelo presidente da Comissão de Liberdade de Informação, Gonzalo Marroquín, a SIP afirmou esperar que o Congresso em vez de revisar ou melhorar o projeto em questão, respeite o espírito da Convenção Americana de Direitos Humanos e rejeite qualquer norma de obrigatoriedade que restrinja o exercício do jornalismo. Esse tem sido o apelo da SIP em todos os países nos quais existem leis que obriguem os jornalistas a pertencer a associações profissionais ou a possuir diplomas universitários para exercer suas atividades.
Leia a íntegra da carta enviada ao presidente Lula:
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que representa mais de 1.300 publicações do continente americano, deseja manifestar sua satisfação pelo veto ao Projeto de Lei Complementar 79/04 que, se tivesse sido aprovado, teria aumentado ainda mais as restrições para o exercício do jornalismo no seu país, com a exigência do diploma universitário para o exercício de funções relacionadas à profissão.
Há décadas a nossa organização luta para que sejam eliminados, no hemisfério ocidental, quaisquer requisitos para o exercício do jornalismo, tais como a obrigatoriedade de pertencer a uma associação profissional ou possuir diploma de curso superior. Em uma Opinião Consultiva de 1985, a Corte Interamericana de Direitos Humanos afirmou que a obrigatoriedade de diploma para exercício da profissão não é compatível com a Convenção Americana de Direitos Humanos e que viola direitos humanos, entre eles os de liberdade de expressão.
Por isso, a SIP uniu-se recentemente a várias associações brasileiras que se manifestaram a esse respeito, entre elas, a Associação Nacional de Jornais (ANJ); Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER); Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT); e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Pelo exposto acima, a SIP está satisfeita que Vossa Excelência tenha reagido de forma oportuna para que não se aprovasse uma lei que abriria um precedente para novas restrições e para que se respeitasse o espírito da Declaração de Chapultepec, a qual Vossa Excelência assinou em 3 de maio passado, e que se respeitasse a Declaração de Princípios de Liberdade de Expressão, que prevê que a afiliação obrigatória ou a exigência de diplomas para o exercício do jornalismo é uma restrição ilegítima à liberdade de expressão.
Esperamos agora que o Congresso, em vez de revisar ou aprimorar o projeto de lei em questão, respeite o espírito da Convenção Americana de Direitos Humanos e rejeite qualquer norma de obrigatoriedade que restrinja o exercício do jornalismo.
IAPA welcomes Brazil presidents veto of anti-press legislation
MIAMI, Florida (July 27, 2006)The Inter American Press Association (IAPA) today welcomed a decision by Brazils President Luiz Inácio Lula da Silva to veto a bill that sought to extend the legal requirement of a university degree in order to work as a journalist. The organization said it hoped the Brazilian Federal Congress would now ratify the presidential veto.
Complementary Legislative Bill 79/04 sought to increase from 11 to 23 the number of jobs in the press that could be done only by university graduates. Among the additional categories would be commentators, photographers, layout artists, illustrators, proofreaders and professors of journalism.
The Brazilian president vetoed the bill, which had been passed by Congress on July 4, yesterday. Since then, a working group made up of government representatives and media executives and staff members was named and asked to report back within 120 days with a proposal for a new bill.
The original measure was opposed by numerous news organizations, which saw it as a restriction of press freedom that would further hinder journalistic activity.
In a letter to President Lula da Silva, IAPA President Diana Daniels and the chairman of the IAPAs Committee on Freedom of the Press and Information, Gonzalo Marroquín, expressed their organizations hope that now the Federal Congress rather than revising or improving the legislation in question will adhere to the spirit of the American Convention on Human Rights and repeal any requirement that limits press activity. This echoed a call that the IAPA has been making in all those countries of the Western Hemisphere with a legal requirement that you must have a university degree or belong to a union or other association to work as a journalist.
Following is the full text of the letter:
The Inter American Press Association (IAPA), representing more than 1,300 print publications in the Americas, wishes to express its satisfaction at the veto of Complementary Legislative Bill 79/04 which, had it been enacted, would have increased even further the restrictions on journalistic activity that existed in your country in requiring people to have a university degree in order to carry out other tasks or duties connected with the profession.
For decades now our organization has been battling in the Western Hemisphere for the elimination of any prior requirement to work as a journalist, such as obligatory membership in an association or the possession of a university degree. Indeed, in a 1985 Advisory Opinion the Inter-American Human Rights Court declared obligatory membership in a professional association or the requirement of a university degree to be incompatible with the American Convention on Human Rights and a violation of human rights, among them freedom of expression.
That is why the IAPA recently joined the calls in this regard made by a number of Brazilian associations, among them the National Newspaper Association (ANJ), the National Association of Magazine Publishers (ANER), the Brazilian Association of Radio and Television Companies (ABERT) and the Brazilian Press Association (ABI).
Mr. President, in light of the above the IAPA is delighted that you have reacted in time to not enact a law that would open up a whole range of new restrictions and that you stand behind the spirit of the Declaration of Chapultepec, which you signed in May 3 this year, and the Declaration of Principles of Freedom of Expression, which states that the obligatory membership in associations or the requirement of a university degree in order to work as a journalist amount to an unlawful restriction of freedom of expression.
We now place our trust in the Federal Congress that rather than revising or improving the legislation in question there will prevail the spirit of the American Convention on Human Rights and any mandatory requirement limiting journalistic activity will be repealed.
FUENTE: nota.texto7