Newsletter
Español
  • Español
  • English
  • Portugués

SIP solicita garantias de segurança para jornalista brasileira

23 de agosto de 2006 - 20:00

SIP solicita garantias de segurança para jornalista brasileira ameaçada de morte

 

Miami (24 de agosto de 2006) - A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) solicitou às autoridades brasileiras providências para garantir a proteção e a segurança da repórter Maria Mazzei, diante de novas ameaças de morte recebidas esta semana.

 

Segundo denúncia feita pela direção do jornal O DIA, do Rio de Janeiro, até o dia 21 de agosto a Corregedoria da Polícia Civil do Estado, encarregada de investigar o caso, informou não ter nenhuma informação sobre os responsáveis. Apesar de estar escondida, Mazzei continua recebendo ameaças.

 

"Expressamos nossa solidariedade com a jornalista e solicitamos às autoridades que prossigam com as investigações até identificar e prender os responsáveis pelas ameaças. Acabar com as intimidações, desde a origem, neste caso, dará um exemplo positivo para a jornalista e seus colegas brasileiros sobre a importância de continuar exercendo o trabalho sem medo de represálias nem autocensura", expressou Gonzalo Marroquín, diretor de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP.

 

Maria Mazzei é autora de uma série de reportagens publicadas em O DIA sobre a "Máfia dos Corpos" que negociava venda de cadáveres e documentos falsos de óbito e praticava golpes contra empresas de seguro de vida. A primeira reportagem foi publicada em 13 de maio deste ano e resultou na prisão de duas pessoas envolvidas no golpe. Na semana seguinte à publicação, Maria Mazzei foi ameaçada pela primeira vez. Quando, em outra matéria, ela denunciou a participação do ex-oficial da Marinha Mercante George Sarkis no golpe, um carro passou a rondar a casa da jornalista e seus parentes receberam telefonemas anônimos.

 

Para garantir sua segurança, a empresa removeu a jornalista e sua família para um lugar seguro com escolta da Polícia Militar. Mesmo assim, a repórter voltou a receber ameaças de morte na última semana.

 

Marroquín, diretor do jornal Prensa Libre, da Guatemala, lembrou também que até agora a Polícia do Estado de São Paulo não conseguiu prender os seqüestradores do repórter Guilherme Portanova e do auxiliar técnico Alexandre Coelho Calado, da TV Globo.

 

Portanova e Calado foram seqüestrados na manhã de 12 de agosto de 2006. Calado foi solto à noite. Levou à Globo um DVD que foi exibido em resposta à condição imposta pelos seqüestradores para libertar Portanova. O vídeo trazia uma mensagem de supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) O repórter foi libertado depois da exibição do vídeo.




 

 

 

FUENTE: nota.texto7

Seguí leyendo

Te Puede Interesar