Maria Nilce dos Santos Magalhães, colunista e diretora do Jornal da Cidade, Vitória, no Espírito Santo, região Sudeste do Brasil, foi assassinada em 5 de julho de 1989. Seu caso, que ficou parado durante muitos anos, foi apontado por uma comissão parlamentar, em dezembro de 2000, como um exemplo de impunidade.
Os resultados da investigação estão reunidos em www.impunidad.com. O relatório revela complicadas redes que envolvem importantes figuras locais aos crimes; contradições nas declarações das testemunhas; ameaças de morte a testemunhas, delegados e policiais encarregados de investigar o caso; juízes vinculados a um grupo local de extermínio e o desaparecimento do advogado de defesa dos acusados de terem executado o assassinato.
A jornalista dirigia-se para a academia de ginástica que freqüentava todos os dias. Quando saiu do automóvel, um homem apontou-lhe uma arma que falhou. Magalhães correu e conseguiu entrar em um ônibus. Um dos homens que a perseguia entrou também no ônibus e disparou contra ela quatro vezes, dentro do veículo. A jornalista chegou morta ao hospital.
As causas do assassinato relacionam-se com o conteúdo incisivo e crítico de sua coluna social, que pode ter causado ressentimentos em pessoas poderosas do Espírito Santo. Um relatório recente de uma comissão da Câmara de Deputados que investigava o narcotráfico revelou nomes de policiais, políticos e envolvidos no assassinato de Magalhães. Mesmo assim, o crime continua sem punição.
Esse caso, assim como outras investigações de crimes na Argentina, Colômbia, Guatemala, Haiti, México, Paraguai e Uruguai, que também estão reunidas no site da SIP, foi investigado pela URR, unidade criada em janeiro de 2000, com o apoio da Fundação John S. e James L. Knight, para a investigação, no local, de assassinatos de jornalistas.
FUENTE: nota.texto7