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A SIP envia sua Unidade de Resposta Rápida para investigar assassinatos de jornalista no Brasil e na Bolívia

19 de agosto de 2001 - 20:00
Miami (20 de agosto de 2001) - A Sociedade Interamericana de Imprensa ordenou nesse final de semana o envio de sua Unidade de Resposta Rápida (URR) para o Brasil e Bolívia para investigar as causas dos assassinatos de dois jornalistas nas últimas semanas.

Mário Almeida Filho, repórter do jornal A Verdade, de Magé, área metropolitana do Rio de Janeiro, foi assassinado em 16 de agosto por desconhecidos que o balearam com oito tiros quando saía de casa. O crime pode estar ligado ao depoimento que Almeida daria perante à justiça sobre denúncias jornalísticas envolvendo funcionários públicos em operações fraudulentas.

O outro jornalista assassinado foi o boliviano Juan Carlos Encinas, morto em 21 de julho e que trabalhava como autônomo para o programa "Tiempo Nuevo" da Radio Libertad e o Canal 24, de El Alto, próximo a La Paz. A morte do repórter ocorreu durante um conflito armado entre dois grupos sindicais de camponeses que lutam pelo controle da zona mineira.

Alberto Ibargüen, diretor del jornal The Miami Herald, Flórida, e presidente da Comissão de Impunidade da SIP, justificou o envio de jornalistas investigativos da URR para "identificar imediatamente se essas mortes estão relacionadas ao exercício do jornalismo e determinar, então, linhas de ação para que os governos tomem medidas efetivas para esclarecer esses crimes e levar os culpados à justiça".

O presidente da SIP, Danilo Arbilla, diretor do semanário Búsqueda, Montevidéu, declarou que a organização continua em "estado de alerta permanente" diante da escalada de violência registrada esse ano contra jornalistas em vários países americanos. Se for comprovado que esses dois crimes ocorreram em represália ao exercício do jornalismo, o número de jornalistas assassinados esse ano no hemisfério ocidental subirá para 13: sete na Colômbia, dois no México e um na Bolívia, Brasil, Costa Rica e Paraguai, respectivamente.

A URR é formada por uma equipe de jornalistas cuja missão é investigar as causas dos assassinatos e a impunidade que os cerca. O grupo começou a trabalhar em janeiro de 2000 e seu trabalho é parte do projeto Crimes sem punição contra jornalistas que a SIP realiza desde 1985 com o apoio financeiro da Fundação John S. e James L. Knight, com sede em Miami.

FUENTE: nota.texto7

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