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SIP lamenta assassinato de jornalista no Haiti e exige investigação imediata

3 de diciembre de 2001 - 19:00
Miami (4 de dezembro de 2001) - A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) lamentou hoje o assassinato de um jornalista no Haiti e pediu publicamente às autoridades do país que realizem uma investigação imediata do assassinato de Brignol Lindor, morto nesta segunda-feira em Porto Príncipe.

Lindor, diretor da Radio Echo 2000, produzia também um popular programa interativo por cujo conteúdo havia recebido freqüentes ameaças, entre outros, de um proeminente membro da Câmara Municipal de Petit-Goave, localizada ao sul da capital. O jornalista viajava junto com seu motorista por Petit-Goave quando foi emboscado por um grupo que, segundo seus familiares, seria formado por partidários do governo local.

O presidente da SIP, Robert J. Cox, subdiretor do The Post and Courier, Charleston, Carolina do Sul, disse que "esse novo assassinato soma-se às ameaças e atentados que a imprensa independente haitiana vem sofrendo no Haiti nos últimos meses". Enfatizou que "para nossa instituição a proteção e integridade dos jornalistas são fundamentais".

Rafael Molina, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, acrescentou que "pedimos ao presidente Jean Bertrand Aristide que, como chefe do governo, realize as investigações pertinentes que permitam esclarecer o crime e apurar responsabilidades".

Molina, diretor da revista Ahora, Santo Domingo, República Dominicana, lembrou que continuam sem solução os assassinatos dos jornalistas Jean Leopold Dominique, ocorrido em 3 de abril de 2000, e de Gerard Denoze, em 15 de dezembro de 2000, e teme que esse mais recente crime fique sem punição. Segundo estatísticas da SIP, 243 jornalistas foram assassinados nos últimos 13 anos.

Molina citou também o princípio 4 da Declaração de Chapultepec que afirma que "o assassinato, o terrorismo, o seqüestro, as pressões, a intimidação, a prisão injusta dos jornalistas, a destruição material dos meios de comunicação, qualquer tipo de violência e impunidade dos agressores, afetam seriamente a liberdade de expressão e de imprensa. Estes atos devem ser investigados com presteza e punidos severamente".

A organização hemisférica acrescentou que analisa a possibilidade de enviar um investigador da Unidade de Resposta Rápida ao Haiti para investigar o crime.

FUENTE: nota.texto7

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