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SIP reivindica medidas urgentes para que crime de jornalistas brasileiros não permaneçam impunes

15 de agosto de 2002 - 20:00
Miami (16 de agosto de 2002) – A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) solicitou publicamente ao governo brasileiro que tome medidas urgentes para garantir que o crime de Tim Lopes não fique impune, além de manifestar sua preocupação pelos resultados das investigações oficiais e pelos assassinatos ocorridos na última semana de vários dos suspeitos pelo crime ao jornalista.
O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, Rafael Molina, declarou que “nos preocupa o curso que tomaram as investigações e tememos que o crime fique na impunidade já que existem indícios tangíveis, como o relatório apresentado pela policia em que há insinuação de que Lopes teria sido negligente quanto a sua segurança e teria provocado sua morte, além do assassinato em circunstâncias questionáveis de três acusados pelo crime”.
Lopes, repórter e produtor da TV Globo desde 1996, desapareceu no último 2 de junho da favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, enquanto preparava uma reportagem sobre a influência e controle dos narcotraficantes nas atividades culturais da região. De acordo com as investigações iniciais, narcotraficantes chefiados por Elias Pereira da Silva, apelidado Elias Maluco, julgaram, torturaram e queimaram o jornalista, cujos restos foram identificados em 5 de julho depois de realizados exames de DNA.
Molina também referiu-se às denúncias de que o principal suspeito pela morte de Lopes, Elias Pereira da Silva, estaria sendo auxiliado por policiais corruptos, motivo pelo qual exortou o governo do Estado do Rio de Janeiro e o governo Federal para que “com suas ações restaurem a confiança dos brasileiros na polícia, nos políticos e demais órgãos públicos e que se comprometam em esclarecer este e outros assassinatos de jornalistas que ainda permanecem sem solução”.

Em pouco mais de uma semana, foram assassinados três acusados de participar no assassinato de Lopes; Maurício de Lima Matias, apelidado Boizinho, em 8 de agosto; André da Cruz Barbosa, apelidado André Capeta, em 13 de agosto e Flávio Reginaldo dos Santos, apelidado Buda, em 15 de agosto. Todos eles pertenciam ao bando de Elias Pereira da Silva.

FUENTE: nota.texto7

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