A SIP protesta contra crime ainda sem punição de jornalista colombiano
14 de julio de 2003 - 20:00
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Miami (15 de julho de 2003).- Em outro esforço para alertar e esclarecer assassinatos impunes de jornalistas no continente, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) solicitou hoje ao Promotor-geral da Colômbia, Luis Camilo Osorio, sua colaboração com relação à investigação do assassinato do jornalista Gerardo Bedoya Borrero, ocorrido há 6 anos em Cali.
A SIP está desenvolvendo a campanha continental “Vamos Acabar com a Impunidade” para que não fiquem impunes os 272 crimes contra jornalistas ocorridos nos últimos 15 anos. Os respectivos anúncios publicitários aparecem em mais de uma centena de jornais do hemisfério, convidando os leitores a aderir por meio da página www.impunidad.com onde podem assinar uma carta aberta dirigida às autoridades.
Gerardo Bedoya Borrero era editor de artigos editoriais do El País, de Cali. Em sua coluna habitual, denunciava permanentemente o poder corruptor do narcotráfico na política. Foi assassinado por um pistoleiro que disparou contra ele à queima-roupa. A investigação do homicídio sofre uma inexplicável demora e ainda não há pistas sobre os possíveis autores, o que deu origem a uma crescente opinião sobre a existência de uma conspiração para retardar o processo investigativo.
A campanha interativa, que conta com o apoio financeiro da Fundação John S. e James L. Knight, inclui também programas de pesquisa jornalística, treinamento para jornalistas em zonas de risco e o monitoramento da situação da liberdade de imprensa nas Américas.
Jornais, revistas e jornais eletrônicos, sejam ou não membros da SIP, participam voluntariamente nesta iniciativa, oferecendo um espaço gratuito todos os meses para divulgar o respectivo anúncio. Em junho, milhares de leitores de diversos países assinaram a carta dirigida à governadora do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, Rosinha Garotinho, solicitando seu apoio para acelerar a investigação e punição dos culpados pela morte do jornalista Reinaldo Coutinho da Silva, ocorrida há oito anos.